Final Fantasy XII

PS2
Data de lançamento: 21 Abril 2004
Programador: Square Enix
Editor: Square Co. Ltd

Descrição geral

A história de uma idade em que a magia era um lugar comum e as naves espaciais enchiam os céus, povoando o paraíso

 

  • Inimigos visíveis com transição uniforme entre os modos de exploração e de combate


  • Active Dimension Battle - um sistema de batalha em tempo real com liberdade de movimento


  • Uma narrativa épica de nações em guerra, com cenas animadas CGI com a qualidade de um filme


 

Antevisão

Uma despedida em grande

Final Fantasy XII (ou FFXII, gostes ou não) para a PlayStation 2 abala quaisquer ideias pré-concebidas que possas ter.

Depois do êxito de 11 sequelas da "série numerada" (nome dado pelos japoneses à saga), seria de esperar que o episódio 12 fosse uma mera repetição dos anteriores.

É diferente - segundo alguns, radicalmente diferente, dada a renovação do sistema de batalhas e da narrativa. Mas, não deixa de ser reconfortantemente familiar, mesmo para os fãs mais puristas de Final Fantasy.

Uma nova aposta
A maior revolução regista-se no sistema de batalhas; em FFXII os confrontos casuais não te deixam frustrado. Inspirando-se nas suas aventuras em rede, a Square Enix criou um novo mecanismo que será imediatamente familiar aos fãs de jogos de interpretação de papéis online para vários jogadores (como EverQuest e World of Warcraft).

Não existe transição para combates; de facto, nem sequer te movimentas numa perspectiva de mapa-mundo. Ao invés disso, viajas por ambientes tridimensionais absolutamente deslumbrantes. Para atacares, basta avançares e dares um golpe, mas arriscas-te a chamar a atenção dos monstros nas redondezas. De uma simplicidade elegante, este novo sistema imprime maior vida e realismo ao jogo.

É apresentado um arco vermelho entre o monstro e o membro do grupo sob ataque, um arco azul entre as tuas personagens e os inimigos na sua mira, e um arco verde entre as personagens em processo de regeneração. Estas indicações visuais tornam os combates incrivelmente intuitivos, permitindo-te compreender, planear e reagir de imediato às diferentes situações.

As jogadas alternadas deram lugar às barras de Acção e cada capacidade possui um período predefinido de activação, tornando os combates mais rápidos e naturais. Desapareceu igualmente a necessidade de seleccionares repetidamente o ataque e o alvo a partir do menu do sistema de batalhas.

Mas o verdadeiro golpe de misericórdia desta nova abordagem é a introdução dos Gambits, uma hierarquia de respostas a definir individualmente para cada membro do grupo, ajustando a Inteligência Artificial à medida do teu estilo e da tua técnica.

Podes atribuir uma miríade de acções - de Gambits ofensivos como Attack > Foe: party leader's target a estratégias de defesa como Cure > Ally: HP < 70% -, permitindo-te observar o desenrolar do combate, alternar entre personagens para fazer os devidos ajustes ou assumir o controlo desactivando os Gambits.

Licença para...
O progresso das tuas personagens apresenta menos restrições do que os jogos anteriores e está mais próximo de Final Fantasy Tactics (PS2). As personagens detêm um quadro de Licença, semelhante a um tabuleiro de xadrez e com uma selecção de habilidades: feitiços, técnicas, armas, armadura, etc.

No início, cada personagem tem apenas alguns quadrados desbloqueados e a oportunidade de adquirir habilidades nos espaços circundantes (horizontal e verticalmente). São reveladas novas opções com a aquisição de novas Licenças, obtidas através de pontos ganhos quando vences monstros e obstáculos.

Um novo olhar
Estas mudanças são bastante significativas quando comparadas com os títulos anteriores, mas a grande diferença é mesmo o argumento de FFXII. Não queremos revelar-te muito, mas podemos dizer-te que a equipa criativa da Square Enix eliminou por completo as técnicas narrativas tão habituais na série.

Não se centra na demanda de um rapaz pela salvação de um mundo condenado, mas de uma combinação de temas num contexto político bastante tenso. A nova cidade de Ivalice apresenta paralelos com o mundo contemporâneo.

Sim, a história inclui órfãos e inicialmente a tua perspectiva é a de Vaan, um jovem rebelde que habita as ruas de Dalmasca. Contudo, não te restringes apenas a esta perspectiva, pois Vaan faz parte de um elenco cada vez mais vasto que oferece uma variedade de pontos de vista.

Mantendo o espírito da saga
O sistema de batalhas e o progresso das personagens foi alterado e desapareceu o formato da narrativa. Ora, o que torna este jogo num título Final Fantasy?

Estão presentes alguns elementos familiares: para além dos órfãos referidos, os lendários Chocobos, Moogles e Viera, assim como uma produção visualmente sumptuosa e uma banda sonora de orchestra deslumbrante.

Todas as versões de Final Fantasy integraram personagens diferentes, novos mundos e um sistema de batalhas aperfeiçoado, e estes elementos são o fio condutor entre os diferentes títulos. Em FFXII, a imaginação e o desenvolvimento das personagens, do universo e do sistema ultrapassa largamente os títulos anteriores, mas não o exclui da saga Final Fantasy.

Sendo o último título da série a lançar na PlayStation 2, é uma aposta ganha para os fãs e iniciados. Final Fantasy XII é, sem sombra de dúvida, o melhor título da "série numerada" e o melhor jogo de interpretação de papéis para a PlayStation 2.