Yusuke Watanabe, o criador de The Eye of Judgment, responde às perguntas colocadas pelos membros dos fóruns da eu.playstation.com.
Quais são a sua carta e tipo de baralho preferidos e porquê? (Slarth, Reino Unido e Dragonsummoner, Holanda)
. BARALHO YAKSHA
O baralho que possibilita o bloqueio de invisibilidade entre criaturas NINJA relacionadas. É excelente quando consegues que funcione. Todavia, uma vez que o custo da invocação de NINJA é cerca de 3 mana, arriscas-te a ter de lutar contra os teus adversários a meio do jogo. Em termos simples, este é um baralho de "alto risco, mas de altas recompensas".
FIRE (Fogo): 3 x Flame Magus (Nº 001), 3 x Firefly Ninja (No.005), 3 x Partmole Flame Guard (No.008)
WATER (Água): 3 x Tritonan Ice Guard (Nº 020), 3 x Wolf Ninja (Nº 024), 1 x Mercenary Savior Latoo (Nº 032)
EARTH (Terra): 3 x Spider Ninja (Nº 042), 1 x Blackhood Dwarf Vulitra (Nº 051)
WOOD (Madeira): 3 x Swallow Ninja (Nº 062)
SPELL (Feitiço): 1 x Parmetic Holy Feast (Nº 091), 1 x Goghlie Altar (Nº 092), 1 x Fissures of Goghlie (Nº 098), 2 x Summoner Mesmer's Errand (Nº 100), 2 x Sciondar Inferno (Nº 103)
Onde foi buscar esta excelente ideia para o jogo? (cracymike, Alemanha)
Concentrei-me em trazer o fascínio da tecnologia de reconhecimento de imagem CyberCode. Examinámos muitas ideias para jogos em ambientes restritos utilizando o mesmo espaço e reconhecendo os CyberCodes especiais. Depois, com base nas nossas descobertas, concluímos que um jogo de estratégia, com lutas por posições utilizando uma matriz de 3 x 3, tinha as melhores possibilidades de se transformar num grande jogo.
As personagens das cartas são inspiradas por histórias e lendas? (Darkangel80, Itália)
Embora algumas delas tenham sido inspiradas por mitos antigos, a maior parte é constituída por personagens originais, cujos aspectos foram estabelecidos com base nas respectivas capacidades das cartas. No entanto, o que estas personagens têm em comum em termos de design é que as imaginámos como sendo figuras num jogo em miniatura e reduzimos a sua altura. Além disso, as personagens foram desenhadas como se a acção imaginária e real se misturassem, pelo que parecem realistas como se existissem no mundo do jogo, com as suas particularidades e modelagem estruturada.
O que foi mais difícil de realizar durante o desenvolvimento do jogo? (Dangoon, França)
O reconhecimento das cartas. Tivemos de pressupor que cada jogador, em cada parte do mundo, poderia jogar num ambiente diferente. O reconhecimento de cartas tinha de funcionar constantemente nos vários ambientes. Para que funcionasse, testámos e ajustámos a precisão até ao derradeiro minuto da actualização do jogo. Até a testámos em ambientes criados manualmente em que escurecemos uma das nossas salas de reuniões com cortinas pretas.
Que sugestões pode dar a alguém que queira melhorar no EoJ? (B2Brawler, Reino Unido)
[Princípio da Vitória]
1. Não desperdices o teu mana! Não deixes que o teu adversário poupe mana!
Se existir apenas uma ou duas criaturas do teu adversário no tabuleiro, não és obrigado a destruir estas criaturas utilizando mana. No entanto, não te esqueças de manter uma criatura inimiga disponível no tabuleiro pronta a destruir, atacando os seus HP a qualquer momento. Este complicado equilíbrio de não desperdiçares mana e não deixares que o teu adversário acumule mana pode ser determinante para ganhares o jogo!
2. Calcula a resposta e o baralho do teu adversário!
É importante prever o tipo de reacção do teu adversário e como o seu baralho está construído numa primeira fase do jogo, estudando as criaturas e os feitiços do adversário. Podes pressupor quantas cartas restam ao teu adversário vendo quantas cartas de criaturas e feitiços estão no cemitério do adversário. Calcular antecipadamente o baralho do teu adversário pode conduzir-te à vitória. Por isso, pensa:
"O conceito de baralho do adversário é ..., por isso, vou optar por ..."
"Tenho a certeza de que o meu adversário vai invocar essa criatura neste campo."
3. Pensa quando podes atacar! (no ambiente do SET 1)
É uma estratégia importante para venceres o jogo: começa a atacar quando o teu adversário está a perder a força. Entre os exemplos contam-se as seguintes situações: quando o teu adversário tem apenas algumas cartas na mão, se não restar qualquer mana ao teu adversário, se a maior parte das suas criaturas estiver no cemitério, etc. Não podes perder estas oportunidades! No entanto, o teu adversário pode estar a fazer bluff - pode ter uma carta de feitiço ritual na mão. Nesse caso, confirma se essa carta já está no cemitério antes de iniciares qualquer acção.
4. Não te rendas!
Pode parecer óbvio, mas é muito importante! Não tens escapatória quando o teu adversário está ao ataque - O que fazer nestes casos? Renderes-te? Nunca! Porquê? Bem... porque:
. O teu adversário pode ter apenas criaturas cujo elemento seja oposto ao do campo vazio e, por isso, não é possível a invocação.
. Poderá ter apenas cartas de feitiço na mão.
. Poderá ter apenas criaturas de alto custo na mão pelo que não poderá invocá-las.
Há sempre casos como os que mencionei acima, por isso, nunca te rendas até ao último minuto!
Para os novos sets, poderão ser incluídas criaturas com dois elementos? Por exemplo, um mostro com duas cabeças, uma cabeça de fogo e outra de terra, ambas com diferentes funções e que se possam utilizar dependendo da situação? (Nukleid, Alemanha)
É uma excelente ideia, que tem potencial para evoluir para novas combinações. No entanto, vamos precisar de muito tempo para examiná-la porque temos de considerá-la com muita atenção. No SET 2, incluímos uma capacidade que permite que dois elementos co-existam num campo em simultâneo. Para nós, foi um desafio, que acabou por alargar a estratégia sem perder o equilíbrio do jogo. No que respeita às criaturas, continuamos o nosso desafio para conseguirmos alcançar um objectivo semelhante.
Está a considerar aumentar o limite para mais de 30 cartas por baralho? (DEFER, França)
Não estamos a planear ultrapassar as 30 cartas por baralho. Considerando o tempo necessário para jogar um jogo e implementar a estratégia de um jogador, bem como este conjunto de regras exclusivo utilizando uma matriz de 3 x 3 em que ganha o primeiro jogador a conquistar cinco campos, estamos convencidos de que 30 cartas por baralho é o número perfeito. Entretanto, é interessante ver como a jogabilidade muda se os jogadores puderem alterar o limite de cartas num desafio personalizado. Vamos considerar mais esta hipótese no futuro.
Será possível misturar vários conjuntos de cartas para criar um baralho especial? (Leatherface, França)
Claro! Podes construir um baralho mais potente misturando as cartas do SET 1 e do SET 2 do que utilizando apenas as cartas de um único SET. Permite que cada elemento demonstre a sua potência de uma forma mais acentuada.
Existirão sequências de acção diferentes durante as fases do jogo? (morpho, França)
Tecnicamente, é possível. No entanto, de momento, fixamos as sequências de acção como estão actualmente para que a jogabilidade progrida sem problemas. Num futuro próximo, esperamos conseguir torná-las activas para que possamos aprofundar a experiência do jogador.
Será possível definir o rendimento de mana por turno num desafio personalizado (para que possamos finalmente utilizar todas as cartas de Biolith num baralho)? (ErVaDy, Holanda)
De momento, não podemos alterar o montante de mana por turno. No entanto, penso que seria divertido incluir esse modo num desafio personalizado para podermos oferecer aos jogadores mais opções de jogo. Vamos estudar a hipótese.
Agradecemos a Watanabe-san por responder a todas as perguntas. Visita já a PlayStation Store (PS3) para começares a expandir o The Eye of Judgment com o pacote de expansão Biolith Rebellion Set 2, que inclui 100 cartas adicionais e uma colecção impressionante de criaturas, feitiços e estratégias adicionais.